Por Ronaldo Rodrigues
Campo Novo é uma localidade de Maria Paula, bairro localizado parte em Niterói e parte em São Gonçalo. Nesta região as águas do rio Matapaca subiram e invadiram casas a mais de 60 metros de distância de onde correriam normalmente. Mesmo em pontos afastados do leito, a água atingiu mais de 1,80m de altura. Casas ficaram submersas, algumas foram destruídas, mais de 100 pessoas ficaram desabrigadas, moradores perderam tudo que possuíam e alguns tiveram de ser resgatados de barco dos telhados de suas casas. Apesar da atualidade do tema, este incidente não tem nada de novo.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Capa de jornal vira protesto contra prefeitura
Por Bárbara Teixeira e Paula Pontes
O jornal já era velho, mas o protesto continuava atual. Por isso o Comitê dos Desabrigados de Niterói resolveu, em sua reunião do dia 2 de maio, espalhar pela cidade cartazes com a reprodução da capa do jornal Extra de 7 de abril, que estampava a foto do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, debaixo do apelo de “Procura-se”, no melhor estilo faroeste.
O jornal já era velho, mas o protesto continuava atual. Por isso o Comitê dos Desabrigados de Niterói resolveu, em sua reunião do dia 2 de maio, espalhar pela cidade cartazes com a reprodução da capa do jornal Extra de 7 de abril, que estampava a foto do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, debaixo do apelo de “Procura-se”, no melhor estilo faroeste.
sábado, 23 de abril de 2011
Comércio de Teresópolis tenta se recuperar após tragédia de 12 de janeiro
Quase seis meses após o maior desastre ambiental do país, empresários lutam para retomar o ritmo de trabalho
Por André Coelho e Júlia Garcia![]() |
| Restarante Linguiça do Padre, na zona rural de Teresópolis: parado há 2 meses, ainda funciona abaixo da capacidade |
terça-feira, 12 de abril de 2011
Ato público relembra a tragédia causada pela chuva em Niterói há um ano
Por Túlio Clemente (texto e fotografia)
Um ato público realizado no dia 6 de abril, no Centro de Niterói, marcou o primeiro ano da tragédia causada pelas chuvas na cidade. Cerca de 300 moradores das comunidades atingidas, além de estudantes e representantes de sindicatos participaram da manifestação em protesto ao descaso com as vítimas dos deslizamentos e em memória aos 169 mortos na tragédia.
Um ato público realizado no dia 6 de abril, no Centro de Niterói, marcou o primeiro ano da tragédia causada pelas chuvas na cidade. Cerca de 300 moradores das comunidades atingidas, além de estudantes e representantes de sindicatos participaram da manifestação em protesto ao descaso com as vítimas dos deslizamentos e em memória aos 169 mortos na tragédia.
Segundo vereador, governo do estado passará a depositar o aluguel social
De acordo com a Prefeitura de Niterói, 3.200 pessoas estão inscritas no programa de auxílio-moradia, mas apenas 2.400 vêm recebendo o benefício. Mas o vereador Waldeck Carneiro, do PT, que participou da passeata, afirmou que a situação é ainda mais grave:
“Dados da própria prefeitura mostram que existem outras 6 mil pessoas que têm laudo de interdição de suas casas e que sequer entraram no programa. Essa é a nossa tragédia”, disse ele.
Waldeck afirmou que a Prefeitura assinou, em 21 de março, um termo de cooperação com o governo do estado, que permitirá a manutenção do aluguel social por mais nove meses. Segundo o vereador, o dinheiro não será mais repassado pela Prefeitura e sim pelo governo estadual, que fará o depósito diretamente na conta bancária da pessoa cadastrada.
“Dados da própria prefeitura mostram que existem outras 6 mil pessoas que têm laudo de interdição de suas casas e que sequer entraram no programa. Essa é a nossa tragédia”, disse ele.
Waldeck afirmou que a Prefeitura assinou, em 21 de março, um termo de cooperação com o governo do estado, que permitirá a manutenção do aluguel social por mais nove meses. Segundo o vereador, o dinheiro não será mais repassado pela Prefeitura e sim pelo governo estadual, que fará o depósito diretamente na conta bancária da pessoa cadastrada.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Durante e depois da chuva, a tensão num condomínio em Teresópolis
Por Tania Clemente de Souza
Na madrugada da última quarta-feira, a região serrana do Rio foi atingida por uma chuva de proporções incalculáveis. Vivenciei de perto as consequências deste fenômeno, sem entender bem o que se passava. Alguns fatos merecem ser relatados para que se tirem deles algumas reflexões.
O local: Retiro da Serra Fazenda Clube
Nos meados dos anos 60, um grupo de pessoas requisitou junto ao Incra a posse de uma área de terras localizada na antiga Fazenda Alpina, distrito de Santa Rita, Teresópolis. A área escolhida era paradisíaca: um grande lago artificial, alimentado pela água corrente de um rio, cuja nascente se localiza na própria região, é cercado por montanhas que, por circundarem o lago, parecia que o abraçavam. Na parte baixa desta área foi construída a sede de um clube e lançados os seus estatutos. Quem comprasse um título, ou mais, do clube teria direito a um quinhão de 144m2 de terra por título e poderia, também, construir uma casa em qualquer trecho do terreno.
Na madrugada da última quarta-feira, a região serrana do Rio foi atingida por uma chuva de proporções incalculáveis. Vivenciei de perto as consequências deste fenômeno, sem entender bem o que se passava. Alguns fatos merecem ser relatados para que se tirem deles algumas reflexões.
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| De ângulos diferentes, o lago do condomínio, como era (foto José Limeira) e como ficou (foto José Carlos Suela) |
Nos meados dos anos 60, um grupo de pessoas requisitou junto ao Incra a posse de uma área de terras localizada na antiga Fazenda Alpina, distrito de Santa Rita, Teresópolis. A área escolhida era paradisíaca: um grande lago artificial, alimentado pela água corrente de um rio, cuja nascente se localiza na própria região, é cercado por montanhas que, por circundarem o lago, parecia que o abraçavam. Na parte baixa desta área foi construída a sede de um clube e lançados os seus estatutos. Quem comprasse um título, ou mais, do clube teria direito a um quinhão de 144m2 de terra por título e poderia, também, construir uma casa em qualquer trecho do terreno.
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