quinta-feira, 16 de junho de 2011

Em Ititioca, persistem os vestígios da destruição

Por Gustavo Lethier e Paula Pontes

Ititioca: as marcas da destruição um ano depois da tragédia
Um ano depois das chuvas que arrasaram várias comunidades de Niterói, as marcas da destruição ainda estão pelo caminho. Em Ititioca, vizinha ao Morro do Céu, alguns serviços, como a coleta de lixo e o programa Médico de Família já funcionam normalmente. Entretanto, são visíveis os sinais da catástrofe, como móveis inutilizados pela enxurrada, à espera de remoção. E alguns problemas se agravaram, como o abastecimento de água que corre ao lado do esgoto a céu aberto, e que afeta o próprio centro clínico, obra da prefeitura de Niterói.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Campo Novo ontem e hoje: o dilema do Rio Matapaca

Por Ronaldo Rodrigues

Campo Novo é uma localidade de Maria Paula, bairro localizado parte em Niterói e parte em São Gonçalo. Nesta região as águas do rio Matapaca subiram e invadiram casas a mais de 60 metros de distância de onde correriam normalmente. Mesmo em pontos afastados do leito, a água atingiu mais de 1,80m de altura. Casas ficaram submersas, algumas foram destruídas, mais de 100 pessoas ficaram desabrigadas, moradores perderam tudo que possuíam e alguns tiveram de ser resgatados de barco dos telhados de suas casas. Apesar da atualidade do tema, este incidente não tem nada de novo.

domingo, 15 de maio de 2011

Capa de jornal vira protesto contra prefeitura

Por Bárbara Teixeira e Paula Pontes

O jornal já era velho, mas o protesto continuava atual. Por isso o Comitê dos Desabrigados de Niterói resolveu, em sua reunião do dia 2 de maio, espalhar pela cidade cartazes com a reprodução da capa do jornal Extra de 7 de abril, que estampava a foto do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, debaixo do apelo de “Procura-se”, no melhor estilo faroeste.

sábado, 23 de abril de 2011

Comércio de Teresópolis tenta se recuperar após tragédia de 12 de janeiro

Quase seis meses após o maior desastre ambiental do país, empresários lutam para retomar o ritmo de trabalho

Por André Coelho e Júlia Garcia

Restarante Linguiça do Padre, na zona rural de Teresópolis:
parado há 2 meses, ainda funciona abaixo da capacidade
Oswaldo Tatagiba tem 81 anos e é proprietário do tradicional restaurante Linguiça do Padre, no bairro de Bonssucesso, zona rural do município de Teresópolis. O local é conhecido pela receita própria de linguiça artesanal, além de pratos típicos da culinária alemã e da culinária mineira. Após a tragédia que destruiu parte da cidade na madrugada de 12 de janeiro, o restaurante ficou dois meses parado. “Ficamos ilhados, sem telefone, sem nada. Só tínhamos luz graças a um gerador”, lembra ele. A situação só começou a se normalizar a partir de maio e a casa consegue , com muito esforço, funcionar com 80% da capacidade.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ato público relembra a tragédia causada pela chuva em Niterói há um ano

Por Túlio Clemente (texto e fotografia)


Um ato público realizado no dia 6 de abril, no Centro de Niterói, marcou o primeiro ano da tragédia causada pelas chuvas na cidade. Cerca de 300 moradores das comunidades atingidas, além de estudantes e representantes de sindicatos participaram da manifestação em protesto ao descaso com as vítimas dos deslizamentos e em memória aos 169 mortos na tragédia.

Segundo vereador, governo do estado passará a depositar o aluguel social

De acordo com a Prefeitura de Niterói, 3.200 pessoas estão inscritas no programa de auxílio-moradia, mas apenas 2.400 vêm recebendo o benefício. Mas o vereador Waldeck Carneiro, do PT, que participou da passeata, afirmou que a situação é ainda mais grave:

“Dados da própria prefeitura mostram que existem outras 6 mil pessoas que têm laudo de interdição de suas casas e que sequer entraram no programa. Essa é a nossa tragédia”, disse ele.

Waldeck afirmou que a Prefeitura assinou, em 21 de março, um termo de cooperação com o governo do estado, que permitirá a manutenção do aluguel social por mais nove meses. Segundo o vereador, o dinheiro não será mais repassado pela Prefeitura e sim pelo governo estadual, que fará o depósito diretamente na conta bancária da pessoa cadastrada.