Mais de 50 casas desabaram e cerca de 70 famílias ficaram desabrigadas na comunidade do Morro do Céu, que se estende pelos bairros do Caramujo, Ititioca e Viçoso Jardim, em Niterói. A área é vizinha a um aterro de lixo, interditado provisoriamente pela Defesa Civil Municipal no dia 9 de abril, após dois deslizamentos e a queda de árvores em seus dois acessos. Durante a tarde seguinte, equipes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram uma vistoria no local.
Os moradores vizinhos tiveram suas casas interditadas, mas resistiam em deixar o local antes de terem certeza de que receberão indenizações e garantias de que seus bens estarão a salvo. Por outro lado, moradores da Rua Antônio Carlos Brandão não receberam laudo da Defesa Civil. Houve apenas a emissão de uma declaração mediante a apresentação de fotos da situação das casas.
A área onde se localiza o vazadouro do Morro do Céu foi planejada para ser um aterro sanitário, mas, desde meados dos anos 1980, caminhões passaram a despejar ali toneladas de lixo sem tratamento, e a região se transformou numa montanha de detritos visível a quilômetros de distância.
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domingo, 8 de agosto de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O eterno recomeçar em busca de noites tranquilas
Priscila Motta (texto e fotos)
Maria Aparecida Sacramento dos Santos, 51 anos, lembra-se de quando, aos 9, veio de Volta Redonda com a família e foi morar no Morro do Céu, um lugar pobre que já sofria com os problemas causados pela proximidade do lixão hoje desativado: a destruição ambiental, a desvalorização do local, a violência crescente.
Foi neste cenário que Maria Aparecida cresceu, em uma pequena casa, no alto de uma longo e acidentado caminho de terra. A cada chuva, o medo de um deslizamento roubava noites de sono. Mas, sem recursos, a família não conseguia se mudar para um local mais seguro. Para Maria Aparecida, a vida melhorou quando ela se casou com Valdevino Leite dos Santos, também vindo de uma família muito humilde da região, mas que, com muito esforço, conseguiu comprar uma modesta residência no Morro do 340, no Fonseca.
Maria Aparecida Sacramento dos Santos, 51 anos, lembra-se de quando, aos 9, veio de Volta Redonda com a família e foi morar no Morro do Céu, um lugar pobre que já sofria com os problemas causados pela proximidade do lixão hoje desativado: a destruição ambiental, a desvalorização do local, a violência crescente.
Foi neste cenário que Maria Aparecida cresceu, em uma pequena casa, no alto de uma longo e acidentado caminho de terra. A cada chuva, o medo de um deslizamento roubava noites de sono. Mas, sem recursos, a família não conseguia se mudar para um local mais seguro. Para Maria Aparecida, a vida melhorou quando ela se casou com Valdevino Leite dos Santos, também vindo de uma família muito humilde da região, mas que, com muito esforço, conseguiu comprar uma modesta residência no Morro do 340, no Fonseca.
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