Por Evandro Pereira
Passaram-se cinco meses desde que deslizamentos de terra provocados por um temporal causaram mortes e muitos transtornos a moradores do Vidigal. À época, assim como agora, os proprietários de habitações na comunidade – ameaçadas ou não – questionavam, diante de tamanha tragédia, o projeto de regularização fundiária co-elaborado pelos Ministérios da Justiça e das Cidades, seus propalados benefícios e suas reais conquistas. Agora, assim como à época, nada de prático é feito pelo poder público, ainda que a favela adquira certa relevância política durante o período pré-eleitoral. De concreto, somente os escombros de uma casa – onde mãe e filho faleceram – cobertos por lama e promessas.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Evandro Pereira Silva
Deslizamentos de terra provocados pela chuva torrencial que desabou no Rio de Janeiro entre os dias 5 e 7 de abril causaram a morte de duas pessoas no Vidigal, Ana Maria Freire e seu filho Dário, soterrados enquanto dormiam. A casa em que viviam foi erguida em área de risco, em plena encosta. O armador de construção Marinaldo, chefe da família, escapou porque estava na cozinha, único cômodo da casa a se manter de pé, no instante do desabamento, por volta de quatro da manhã do dia 6.
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