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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Entrevista: Miguel Baldez

Miguel Baldez em frente a fotografias de Sebastião Salgado
“Essa aqui é um pouco da minha história”, diz Miguel Baldez, apontando para duas fotografias de Sebastião Salgado sobre a luta pela terra, expostas numa das paredes da sala de sua casa, em Lins de Vasconcelos, subúrbio do Rio. Foi assim, afável e acolhedor, que o ex-procurador do Estado e velho militante da causa da moradia recebeu a repórter para esta entrevista.

Baldez tem uma longa história nessa luta. Participa de movimentos populares desde o início da década de 60, com o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). Manteve a militância durante a ditadura militar e, nos anos 80, participou da fundação do Núcleo de Terras da Procuradoria do Estado, oferecendo assessoria aos movimentos sociais empenhados nessa área, na cidade e no campo. Hoje, aos 80 anos, continua na ativa, apoiando associações de moradores de favelas no Rio de Janeiro, além de organizações populares ligadas ao Movimento dos Sem-Terra. Como professor de Direito, conquistou uma legião de jovens admiradores, e produziu uma série de artigos contra o que chama de “cerca jurídica da terra”, e que resultam neste convite contestador:

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pesquisadores da UFF apontam responsabilidade política na tragédia em Niterói


A negligência do poder público diante de estudos que mapearam as áreas de risco em Niterói e que poderiam ajudar a prevenir tragédias como a que ocorreu no início de abril é o ponto central das entrevistas com os professores Júlio Wasserman, do Instituto de Geociências, e Elson do Nascimento, da Escola de Engenharia. Wasserman explica também as diferenças entre lixões e aterros sanitários e fala sobre alternativas para o tratamento do lixo urbano. Elson cita os casos em que a desocupação é inadiável, ao mesmo tempo em que condena a política indiscriminada de remoção. E assina, com a professora Regina Bienenstein, do Nephu (Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos da UFF), documento em que reafirma o estudo entregue à prefeitura de Niterói em 2007, alertando sobre os locais de risco iminente.