Mostrando postagens com marcador niterói. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador niterói. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Niterói planeja construir 8.936 casas populares

Os programas de habitação de interesse social buscam reduzir um déficit de 15 mil moradias no município. Apesar da expectativa do poder público, o terreno acidentado da cidade, a pouca infraestrutura das regiões que receberão as habitações e a necessidade de planejamento urbanístico são os principais obstáculos dos programas “Morar Melhor” e “Minha Casa, Minha Vida”


Por Lizandra Machado


O município de Niterói planeja construir 8.936 unidades habitacionais por meio dos programas Morar Melhor e Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As famílias que vivem em áreas de risco e as que recebem aluguel social terão prioridade para morar nas novas unidades. Os investimentos totais serão de cerca de R$ 375 milhões, segundo a vereadora Verônica Lima (PT), presidente da Comissão de Habitação Popular e Regularização Fundiária da Câmara de Vereadores de Niterói.

sábado, 26 de janeiro de 2013


Seminário na UFF discute importância da conscientização 
da sociedade para minimizar riscos

Por Fernanda Costantino

A temporada de chuvas no Rio de Janeiro está de volta e com ela os velhos problemas. Na madrugada de 3 de janeiro, o distrito de Xerém, em Duque de Caxias, foi o mais afetado por inundações. Duas pessoas morreram e cerca de 1,2 mil pessoas ficaram desalojadas. Segundo a Prefeitura de Duque de Caxias, 150 imóveis deverão ser demolidos. Além do distrito, Angra dos Reis, no Sul do Estado, e Nova Friburgo e Teresópolis, na Região Serrana, também enfrentaram problemas decorrentes das fortes chuvas do início do ano.

No Seminário Desastres Naturais, realizado no Instituto de Geociências da UFF, em 14 de dezembro passado, o major Gil Kempers, diretor do Centro Estadual de Administração de Desastres, admite que a Defesa Civil por muito tempo só trabalhou com as respostas aos desastres. “Antes a preocupação era quase apenas ‘catar os corpos’. Hoje, já há a visão do pré-evento. Com a iminência de um desastre, a Defesa Civil já trabalha e avisa a população”. O major vê a nova atitude como uma mudança cultural, mas toda a sociedade deve ser conscientizada sobre os riscos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Campo Novo ontem e hoje: o dilema do Rio Matapaca

Por Ronaldo Rodrigues

Campo Novo é uma localidade de Maria Paula, bairro localizado parte em Niterói e parte em São Gonçalo. Nesta região as águas do rio Matapaca subiram e invadiram casas a mais de 60 metros de distância de onde correriam normalmente. Mesmo em pontos afastados do leito, a água atingiu mais de 1,80m de altura. Casas ficaram submersas, algumas foram destruídas, mais de 100 pessoas ficaram desabrigadas, moradores perderam tudo que possuíam e alguns tiveram de ser resgatados de barco dos telhados de suas casas. Apesar da atualidade do tema, este incidente não tem nada de novo.

domingo, 15 de maio de 2011

Capa de jornal vira protesto contra prefeitura

Por Bárbara Teixeira e Paula Pontes

O jornal já era velho, mas o protesto continuava atual. Por isso o Comitê dos Desabrigados de Niterói resolveu, em sua reunião do dia 2 de maio, espalhar pela cidade cartazes com a reprodução da capa do jornal Extra de 7 de abril, que estampava a foto do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, debaixo do apelo de “Procura-se”, no melhor estilo faroeste.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ato público relembra a tragédia causada pela chuva em Niterói há um ano

Por Túlio Clemente (texto e fotografia)


Um ato público realizado no dia 6 de abril, no Centro de Niterói, marcou o primeiro ano da tragédia causada pelas chuvas na cidade. Cerca de 300 moradores das comunidades atingidas, além de estudantes e representantes de sindicatos participaram da manifestação em protesto ao descaso com as vítimas dos deslizamentos e em memória aos 169 mortos na tragédia.

Segundo vereador, governo do estado passará a depositar o aluguel social

De acordo com a Prefeitura de Niterói, 3.200 pessoas estão inscritas no programa de auxílio-moradia, mas apenas 2.400 vêm recebendo o benefício. Mas o vereador Waldeck Carneiro, do PT, que participou da passeata, afirmou que a situação é ainda mais grave:

“Dados da própria prefeitura mostram que existem outras 6 mil pessoas que têm laudo de interdição de suas casas e que sequer entraram no programa. Essa é a nossa tragédia”, disse ele.

Waldeck afirmou que a Prefeitura assinou, em 21 de março, um termo de cooperação com o governo do estado, que permitirá a manutenção do aluguel social por mais nove meses. Segundo o vereador, o dinheiro não será mais repassado pela Prefeitura e sim pelo governo estadual, que fará o depósito diretamente na conta bancária da pessoa cadastrada.

domingo, 30 de maio de 2010

Antes da Chuva

Por Denise Tavares

Moradora nova procura lugar, em fevereiro de 2010, para se estabelecer com a família. Não conhece a cidade. Hum...adorou a ideia de morar na praia. Achou os preços um tanto, bom, não vem ao caso. Curiosa, ouve conversa dali e daqui. Traumatizada com as enchentes que enfrentou nas marginais em São Paulo – sim, ela vem de sampa – sonha com lugar sequinho, desses que a gente circula mesmo debaixo de um toró. Zum zum de cá, zum zum de lá: “Ah, a Roberto Silveira vira um mar... Nossa, a Presidente Backer, quando chove, ninguém passa...Aqui na Gavião, é só chover um pouco que é rodo na mão e reza na cabeça para não inundar a loja e a gente perder o serviço”, recolhem seus ouvidos, entre um sorriso e outro da gente simpática da cidade que sempre encerrava conversa com um “Seja bem-vinda. Você vai adorar aqui”.

Quando o mundo desaba

Detalhes da destruição no deslizamento do
Morro da Cachoeira 
De uma hora para outra ficaram sem casa, sem parentes, sem rumo. São mais de 8 mil pessoas desabrigadas, segundo a prefeitura de Niterói, fora as que viviam em comunidades ainda não visitadas pelas autoridades e que, por isso, não contam nem mesmo como estatística. Agora espalham-se por escolas, igrejas, creches, associações de moradores. Muitos retornam para suas casas, mesmo sabendo do risco: sem laudo da Defesa Civil, sem alternativa de moradia, eles voltam para tentar preservar o que lhes pertence.

Em alguns abrigos há uma tendência ao retraimento: as pessoas evitam falar, não querem ser fotografadas, não querem se expor. Em outros a situação é inversa: há uma ansiedade em denunciar as condições em que estão vivendo, um apelo à presença de jornalistas, inclusive como forma de evitar a violência da repressão em manifestações.

Prefeitura do Rio é acusada de descumprir a lei no caso das remoções

Por Rafaella Barros

A prefeitura do Rio de Janeiro vem agindo com base em decretos que contrariam a Lei Orgânica do município para retirar moradores das áreas afetadas pelas chuvas. Quem acusa é o professor e ex-procurador Miguel Baldez, conhecido por sua dedicação de pelo menos 30 anos à questão da terra e dos loteamentos irregulares no estado. Para exemplificar, citou o decreto nº 32.081, baixado por Eduardo Paes em 7 de abril, no dia seguinte à tragédia, e que autoriza a remoção forçada em caso de risco.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O eterno recomeçar em busca de noites tranquilas

Priscila Motta (texto e fotos)

Maria Aparecida Sacramento dos Santos, 51 anos, lembra-se de quando, aos 9, veio de Volta Redonda com a família e foi morar no Morro do Céu, um lugar pobre que já sofria com os problemas causados pela proximidade do lixão hoje desativado: a destruição ambiental, a desvalorização do local, a violência crescente.

Foi neste cenário que Maria Aparecida cresceu, em uma pequena casa, no alto de uma longo e acidentado caminho de terra. A cada chuva, o medo de um deslizamento roubava noites de sono. Mas, sem recursos, a família não conseguia se mudar para um local mais seguro. Para Maria Aparecida, a vida melhorou quando ela se casou com Valdevino Leite dos Santos, também vindo de uma família muito humilde da região, mas que, com muito esforço, conseguiu comprar uma modesta residência no Morro do 340, no Fonseca.