domingo, 16 de janeiro de 2011

UFF recolhe contribuições e organiza doação de sangue para vítimas das chuvas

A Universidade Federal Fluminense está de plantão neste fim de semana, das 9h às 17h, para recolhimento de donativos - principalmente água, mas também alimentos não perecíveis e produtos de limpeza e higiene pessoal - para as vítimas das chuvas na região serrana do Rio. As contribuições devem ser entregues no saguão da reitoria, na rua Miguel de Frias, nº 9, em Icaraí. A campanha de arrecadação continua normalmente na segunda-feira, das 9h às 18h.

Quem quiser doar sangue pode se dirigir ao hemocentro do Hospital Universitário Antonio Pedro, na rua Marquês do Paraná, nº 303, Centro de Niterói, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. É necessário levar documento de identidade com foto, estar bem de saúde, ter entre 18 e 65 anos e pesar mais de 50 quilos, não estar em jejum - mas evitar alimentos gordurosos -, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas e, no caso das mulheres, não estar grávida ou amamentando. Mais informações pelo telefone 2629-9063.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Vidigal: interesse político pela favela varia de acordo com a estação

Por Evandro Pereira

Passaram-se cinco meses desde que deslizamentos de terra provocados por um temporal causaram mortes e muitos transtornos a moradores do Vidigal. À época, assim como agora, os proprietários de habitações na comunidade – ameaçadas ou não – questionavam, diante de tamanha tragédia, o projeto de regularização fundiária co-elaborado pelos Ministérios da Justiça e das Cidades, seus propalados benefícios e suas reais conquistas. Agora, assim como à época, nada de prático é feito pelo poder público, ainda que a favela adquira certa relevância política durante o período pré-eleitoral. De concreto, somente os escombros de uma casa – onde mãe e filho faleceram – cobertos por lama e promessas.

sábado, 21 de agosto de 2010

Moradores do Morro do Fogueteiro lutam para permanecer em suas casas

Rafaella Barros (texto) e Elson Souza e Silva Jr. (texto e fotos)
Vista do morro do Fogueteiro, em Santa Teresa

















“Está tudo condenado”. Mário Medeiros, vice-presidente da Coligação das Favelas de Santa Teresa, disse que foi esta a sentença dos técnicos da Fundação Geo-Rio e da Defesa Civil em vistorias no Morro do Fogueteiro após o temporal do início de abril.

Moradores do Morro do Urubu ainda sofrem com as consequências das chuvas de abril

Texto e fotos: Rafaella Barros

O Morro do Urubu, ainda com o entulho das casas
demolidas após o temporal 
No Morro do Urubu, em Pilares, os deslizamentos que ocorreram em abril deste ano trouxeram mudanças para alguns moradores, mas também a sensação de abandono do governo para outros, apesar de todas as promessas feitas na época dos desastres.

O líder comunitário Anderson Ribeiro e a representante da Associação de Mulheres e Amigos do Morro do Urubu (Amamu), Sônia Regina, relataram o que aconteceu naqueles dias de chuvas torrenciais e o cenário posterior a eles.

domingo, 15 de agosto de 2010

Na Várzea das Moças, vida nova com o peso das lembranças

Laís Carpenter

Conseguir um novo local para morar depois que se perde tudo parece que basta, como se todos os problemas se resolvessem de uma hora para outra. Mas não é bem assim. A mudança brusca da rotina, a perda repentina das referências habituais nas pequenas coisas do cotidiano, os danos psicológicos provocados pela lembrança da tragédia se refletem no olhar vago e na falta de ânimo de quem sobreviveu e ainda ganhou casa com móveis e eletrodomésticos básicos.

No colégio Guilherme Briggs, a homenagem aos alunos mortos

Samantha Chuva

O Colégio Estadual Guilherme Briggs, no bairro de Santa Rosa, em Niterói, foi um dos muitos que acolheram quem perdeu suas casas durante as chuvas de abril. Porém, mesmo depois que os desabrigados foram transferidos para os 3º e 4º Batalhões de Infantaria, não pôde voltar à rotina como antes: cinco alunos morreram na tragédia. Em homenagem a eles, a diretora, Alcinéia Sousa, reuniu os estudantes e juntos fizeram um minuto de silêncio e desenhos. “Nessa hora eu percebi que a vida é muito bonita e que não podemos perder tempo com coisas pequenas, com brigas tolas e egoísmo. Temos que olhar uns pelos outros. Viver intensamente e agradecer por esta oportunidade”, disse.

O colégio recebeu 42 famílias, aproximadamente 150 pessoas, entre as quais idosos, grávidas, crianças e os próprios alunos, além de ter servido também como pólo de arrecadação e distribuição de doações após a tempestade. “A primeira semana de chuvas foi a mais difícil”, recorda a diretora. “Eu estava ilhada em casa e me ligaram falando que a escola tinha que ser aberta para abrigar as pessoas.”