Por Rafaella Barros
Os interesses econômicos e a especulação imobiliária, acelerada pela contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, estão na base da defesa das remoções de favelas, de acordo com os integrantes do Najup – Núcleo de Apoio Jurídico Popular, coordenado pelo ex-procurador Miguel Baldez. Reunido no dia 14 de junho, em sua sede, no Centro do Rio, o grupo debateu as melhores formas de continuar a agir em apoio às comunidades afetadas pelas chuvas do início de abril.
sábado, 31 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A dificuldade de começar de novo
Por Luiza Barros, Luiza Baptista, Mariana Coutinho, Raiane Nogueira e Robson Sales
Em 25 de abril, o governo do Estado do Rio de Janeiro entregou 93 apartamentos para famílias desabrigadas pela tragédia das chuvas. Entretanto, mais de um mês depois da entrega das chaves, ainda há quem esteja sem casa. Cerca de 400 vítimas dos desabamentos em Niterói vivem provisoriamente no 3º Batalhão de Infantaria, no bairro de Venda da Cruz, São Gonçalo.
| Fachada do 3º Batalhão de Infantaria |
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Chuva 2.0
Por Matheus Zanon
Era 05 de abril de 2010. Segunda-feira. A chuva começou a cair por volta das 20h. Mais forte que o normal e com cara de que não ia parar tão cedo, a cidade do Rio de Janeiro começou a sentir o impacto das águas. Não demorou muito e as ruas estavam alagadas, o trânsito congestionado e as primeiras vítimas começaram a surgir: desabrigados, feridos e mortos.
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| Redes Sociais do Orkut |
As fortes chuvas aumentaram o tráfego, mas não o de carros. O congestionamento dominou as redes sociais, que serviram como fonte de informação aos cidadãos.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Solidariedade. Um dever de todos?
Por Ana Leticia Ribeiro, Isabela Calil, Júlia Sales, Nathan Kunigami e Tamíris Almeida
As águas de março que fecham o verão não são novidade, além de ficarem consagradas na voz de Tom Jobim, já causaram muitos deslizamentos de terra em todo estado do Rio de Janeiro. A falta de infra-estrutura dos centros urbanos para solucionar os danos causados pelas chuvas também não é recente. Exemplos de enchentes, alagamentos e desabrigados ocupam o noticiário desde o início do século XX, num período em que um dos grandes escritores brasileiros, Lima Barreto já apontava para a gravidade da situação no texto “As enchentes”, de 1915. Anos depois ocorreria a segunda maior inundação do Rio de Janeiro, em 1966, com 100 mortos e 20 mil desabrigados ao final de cinco dias de chuvas intensas.
As águas de março que fecham o verão não são novidade, além de ficarem consagradas na voz de Tom Jobim, já causaram muitos deslizamentos de terra em todo estado do Rio de Janeiro. A falta de infra-estrutura dos centros urbanos para solucionar os danos causados pelas chuvas também não é recente. Exemplos de enchentes, alagamentos e desabrigados ocupam o noticiário desde o início do século XX, num período em que um dos grandes escritores brasileiros, Lima Barreto já apontava para a gravidade da situação no texto “As enchentes”, de 1915. Anos depois ocorreria a segunda maior inundação do Rio de Janeiro, em 1966, com 100 mortos e 20 mil desabrigados ao final de cinco dias de chuvas intensas.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Morro do Bumba, 35 anos
Por Luiz Edmundo de Castro
As fotos do lixão do morro do Bumba foram registradas nos anos de 1974 e 1975 como parte de uma reportagem (cerca de 300 fotos aproximadamente), para um audiovisual (projeção de fotos e trilha sonora sincronizadas) apresentado como trabalho final do Curso de Cinema da UFF, realizado por mim, fotografias, Carlos Aquino e Joubert de Assis, reportagens e os três editando e coordenando o trabalho final.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Pesquisadores da UFF apontam responsabilidade política na tragédia em Niterói
A negligência do poder público diante de estudos que mapearam as áreas de risco em Niterói e que poderiam ajudar a prevenir tragédias como a que ocorreu no início de abril é o ponto central das entrevistas com os professores Júlio Wasserman, do Instituto de Geociências, e Elson do Nascimento, da Escola de Engenharia. Wasserman explica também as diferenças entre lixões e aterros sanitários e fala sobre alternativas para o tratamento do lixo urbano. Elson cita os casos em que a desocupação é inadiável, ao mesmo tempo em que condena a política indiscriminada de remoção. E assina, com a professora Regina Bienenstein, do Nephu (Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos da UFF), documento em que reafirma o estudo entregue à prefeitura de Niterói em 2007, alertando sobre os locais de risco iminente.
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